Todo mundo que convive com crianças e jovens
sabe como eles são capazes de praticar pequenas e grandes perversões. Debocham
uns dos outros, criam os apelidos mais estranhos, reparam nas mínimas
"imperfeições" e não perdoam nada. Na escola, isso é bastante
comum. Implicância, discriminação e agressões verbais e físicas são muito mais
frequentes do que o desejado. Esse comportamento não é novo, mas a maneira como
pesquisadores, médicos e professores o encaram vem mudando.
Sua principal característica é que a agressão
(física, moral ou material) é sempre intencional e repetida várias vezes sem
uma motivação específica. Mais recentemente, a tecnologia deu nova cara ao
problema. E-mails ameaçadores, mensagens negativas em sites de relacionamento e
torpedos com fotos e textos constrangedores para a vítima foram batizadas de Cyberbullying : A violência virtual.
No espaço virtual, os xingamentos e as
provocações estão permanentemente atormentando as vítimas. Antes, o
constrangimento ficava restrito aos momentos de convívio dentro da escola.
Agora é o tempo todo.
Um Exemplo foi com a Raissa , menina
de 13 anos, conta que colegas de classe criaram uma comunidade no Facebook (rede
social criada para compartilhar gostos e experiências com outras pessoas) em
que comparam fotos suas com as de mulheres feias. Tudo por causa de seu corte
de cabelo. "Eu me senti horrorosa e rezei para que meu cabelo crescesse
depressa."
Esse tormento
permanente que a internet provoca faz com que a criança ou os adolescentes
humilhados não se sintam mais seguros em lugar algum, em momento algum.

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